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CACHOEIRA DO ABADE - GOIÁS
21-05-2003
Foto: Civitatis
No início dos anos 90, à época em que eu dirigia o IBICT/CNPq, quase adquiri, com um colega de trabalho, duas pequenas cachoeiras num dos morros que circundam a cidade goiana de Pirenópolis. Lá do alto dava para ver o casario colonial e os novos bairros em começo de desenvolvimento, antes do boom imobiliário dos dias atuais.
Neste fim de semana estivemos em visita à casa do referido colega — José Reis — agora aposentado e um dos responsáveis pelas obras de recuperação da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, vítima de um terrível e desolador incêndio acontecido no ano passado. A casa onde José Reis vive, numa das ruas principais de Pirenópolis, tem mais de 150 anos e é uma preciosidade.
Não compramos as cachoeiras por causa da esposa dele — Helena — que achou inconveniente fazer negócio em sociedade. Como ela é que tinha o capital — o salário dela sempre foi superior ao dele (José Reis) —, não havia muito o que discutir. Fiquei aguardando a decisão demasiado tempo, para poder, então, fechar o negócio sozinho. Sempre o Reis achava que ela cederia. Quando desistiu do negócio, o proprietário, cansado de esperar, já fizera o negócio com um grupo de São Paulo. Eu estava de saída para uma temporada de trabalho em Porto Rico, acabei esquecendo o fato. Mas nada disso abalou o nosso relacionamento, que continuou sendo fraterno e agradável com o simpático casal.
No final da tarde do sábado eles vieram, com o filho, nora e outros parentes, fazer-nos uma visita para conhecer o Viveiro Variegatum.
Nildo e eu fizemos o possível para dar um bom aspecto à casa e para servir licor especial e os queijos de forma improvisada, porque ainda não temos todos os móveis, nem louças para um melhor atendimento. A geladeira e o fogão que havíamos comprado na semana passada, na certeza de que seriam entregues em seguida, ainda nem saíram do fornecedor de São Paulo, pelo que se pode presumir, embora a dona da loja de eletrodomésticos garantia que já estão chegando...
Mencionamos o negócio da compra da cachoeira, lamentando muito porque hoje seria um patrimônio de valor inestimável!
No domingo fomos à Cachoeira do Abade, cujas condições de acesso e de uso continuam muito precárias. Mas sempre vale a pena revê-la, mesmo nesta época do ano, com as águas muito frias!
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